Namorar na internet é aqui

Muito embora eu goste de coisas solares, vira e mexe me pego debatendo com crueza sobre o findar das coisas. Uma amizade que se esvai, por afastamento do caminho ou indiferença, um amor que deixou de ser, um projeto que agonizou antes do início, o fim prematuro, aquele que pouco se entende por que aconteceu, o fim longevo, aquele que chega quando tudo já se viveu e tudo já se fez para que ele não chegasse.

Acontece que há muita dificuldade em dialogar sobre essa coisa tão natural e tão presente. Disse-me certa vez um amigo: – Por que falarmos sobre isso se existem tantas outras coisas boas para abordar?

Acontece que é justamente por nutrirmos esse medo do fim que precisamos falar sobre ele, os debates e pensamentos sobre questões angustiantes descaracterizam os fantasmas que alimentamos e o fim por mais que pareça ruim também tem seu lado bonito. Ele pode, por exemplo, apresentar um universo de novos acontecimentos, um respirar de expectativas e perspectivas, pode ajudar para que aprendamos a reorientar nosso caminho, pode ainda polir o nosso olhar, nos ajudar com a maturidade e nos fazer entender e filtrar o que queremos e o que não queremos na nossa vida.

É por isso que precisamos falar sobre o fim, para perdermos o medo, para educarmos o nosso íntimo sobre a transitoriedade da vida, pois ela é um pacote de coisas e o sofrimento está incluído no movimento da existência.

O fato é que a vida também é um fechar de leques, um despedir-se incessante, um processo de admitir rupturas, de desapego ao que não conseguiremos cumprir, um abrir mão doloroso, mas ao mesmo tempo ela é de uma abundância absurda, pois para cada fim que corajosamente reconhecemos e encaramos apresentam-se outros começos e novas relações até que o fim inquestionável e universal chegue.

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